segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CARNAVAL DO BRASIL ESTA DE LUTO!



Em comunicado oficial, a Mangueira informou, no fim da manhã desta segunda-feira, a morte de Mestre Delegado, presidente de honra da Verde-e-rosa. Nascido Hélio Laurindo da Silva, ele estava internado na Clínica Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Delegado ficou dez dias no CTI.
Em nota, Ivo Meirelles, presidente da Mangueira, lamentou a morte do sambista: “Estou muito triste e abalado com a notícia que acabo de receber... Lamento, profundamente, informar que acaba de falecer o maior mestre-sala de todos os tempos e nosso presidente de honra, Mestre Delegado. Que Deus possa receber em paz a alma deste que, pra mim, foi o mais mangueirense dentre todos os mangueirenses... Amém."
Mestre Delegado
Nilcemar Nogueira, presidente do Centro Cultural Cartola, lembrou do amor de Delegado pela Mangueira:
- Delegado era um dos últimos baluartes que nós tínhamos. Ele representa as pessoas que amam a escola. Ele estava na escola pelo amor. Amor à bandeira, à cultura. Não perde só a Mangueira, mas também o samba do Brasil. Delegado era uma das maiores referências do samba no Brasil. Era um dos maiores representantes, um dos maiores mestres da dança do samba.
No vídeo abaixo, Delegado aparece sendo homenageado durante sua posse como presidente de honra da Mangueira, no ano passado.
Confira: 

Fonte: EXTRA GLOBO.COM

sábado, 10 de novembro de 2012

Reflexão em especial pelo dia do nosso povo NEGRO!!


“A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura então porque o preconceito?
Barrigas cresceram, o tempo passou...
Nasceram os brasileiros cada um com a sua cor
Uns com a pele clara outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura”.
(Gabriel, o Pensador, Lavagem Cerebral)

A identidade negra no Brasil ainda é um processo em construção. Isto porque, mesmo sendo uma nação que é fruto da miscigenação de várias raças, entre elas a negra africana, (47% dos brasileiros são afro-descendentes – Censo IBGE, 1991) ainda convive-se com o preconceito, no dia a dia, uma espécie de nazismo fora de época e de sentido.
“A favela é a nova senzala”.
“Na Bahia ainda existe a Etiópia”.
Enquanto 81% das famílias brancas têm acesso à água potável, esta percentagem cai para 64% entre as famílias negras ou mestiças. O desemprego é também uma dura realidade. Dados do IBGE de 1999 apontam que 85% dos desempregados são negros.
Atualmente algumas leis, polêmicas, tentam minimizar esse erro histórico, de submissão da raça negra. É necessário assumir a identidade negra e lutar, pois infelizmente a discriminação muitas vezes ainda está na “cabeça do próprio negro”.
Afinal de contas, ser negro não é ser marginal, feio, inferior ou incapaz: ser negro é lutar, não apenas diferenciar-se pelo critério da cor, dos traços físicos.


“Vocês podem me acorrentar, torturar e até destruir meu corpo, mas nunca aprisionarão minha mente”.
(Gandhi) 

Barack Obama: AfroAmérica - Um negro no poder



PRESIDENTE BARACK OBAMA

Afro-América: Um Negro Afrodescendente no Poder dos Estados Unidos


“Deus não joga dados”
Albert Einstein

Depois de um operário metalúrgico (que foi perseguido, preso e condenado por uma ditadura militar incompetente, corrupta, violenta e senil) no maior país da sulamérica de áfricas utópicas, dando um show no poder do Brasil S/A, surpreendendo o mundo inteiro que elogia o Lula Light que tem um anjo no ombro direito como disse uma rainha européia, afinal, um negro vence as eleições para presidente nos Estados Unidos, e assombra o planeta todo pela conquista histórica. Num país extremamente racista, terra de Luther King, Barack Obama chega ao poder e enche a terra de homens livres de esperança por atacado. Será o impossível?

A América Rica respira luz. A América Pobre espera e confia. O câncer que o funesto neoliberalismo se tornou, uma falsa lei de oferta e procura (o crime lesa-pátria do camuflado livre mercado), máfias e quadrilhas no capitalhordismo americanalhado, depois do pior presidente que os EUA teve, o clã Bush que faliu o país, a esperança finalmente se renova com um negro de origem afromuçulmana de quilate e uma história surpreendente de evolução, determinação, estudos e grandeza limpa.

Parece um filme de Hollywood. Com roteiro de Monteiro Lobato.
Esperamos mudanças. Sim, nós também podemos sonhar com mudanças que ativem qualidades humanas e princípios de humanismo de resultados. Desde o fim do papel de xerife do mundo que os EUA presunçosamente ostenta, desde a abertura ampla e irrestrita do mercado interno para um globalizado mundo de países emergentes como o Brasil, desde o fim do boicote insano à Cuba, até a criação de um projeto de Fome Zero a nível Mundial. Ou, muito pelo contrário, talvez, nem tanto. A política econômica dos EUA é algo engessada, numa estranha democracia de só dois países se revezando no poder, mas, Barack Obama, advogado, negro, protestante que estudou o islamismo, de origem africana pobre, com uma portentosa primeira dama a lhe dar suporte e estrutura, talvez ainda assim e por isso mesmo possa finalmente impor seu estilo e ritmo todo particular de ser, todo pessoal.
As midiáticas aves de mau agouro, no entanto, como bruxas do retrocesso, aventam com a probabilidade do presidente negro vir a ser assassinado. Além de nebulosas lendas a respeito do presidente negro, coisa de reacionários de lá e de cá, mentes pequenas. A triste história se repetirá com Barack Obama também, a partir de poderosos feudos racistas do país mais rico do mundo, que tem a clandestina Klux-Klux-Klan? O mundo está de antenas ligado. Um novo ciclo se inicia.
No lumiar do terceiro milênio, a esperança se renova.
Só nos resta sonhar. Eu tenho um sonho, como Mártir Luther King. As comparações são inevitáveis. Eu era um guri que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, e era contra o agente laranja na guerra do Vietnã, quando o grande líder negro dos direitos civis nos EUA foi morto e na verdade nunca se puniu o verdadeiro mandante, como também no caso dos Kennedys e outros.
Que a América Rica em vez de impor sua vontade de império bélico e econômico ao mundo (também em fase de mudanças radicais para melhor em todos os sentidos), parta para princípos éticos-humanitários de rever condições sazonais, atue em negociações honestas de campos diplomáticos, pense em seres humanos, não em estatísticas de bolsas de valores ou índices de crescimentos unilaterais em enriquecimentos ilícitos impostos por neoliberais, principalmente.
E que, em vez de mandar bombas para o Afeganistão, Irã ou Iraque, mande o seu famoso padrão de vida, de qualidade. Imaginem só – eu tenho um sonho (sonhar pode, Lennon?) – aviões norte-americanos de última geração, “bombardeando” países pobres ou com graves problemas, inclusive de fanatismo religioso ou ortodoxia marxista utópica, com tvs, i-podes, mpb-tantos, lap-tops, dvds, além de blues, filmes, hot-dogues, cokes, calça jeans, hambúrgueres, jipes da ford. Quem não quer?

Daremos nossa cota de dor aos brancos anglo-saxônicos?
O mundo espera e confia. Como um estudioso e pensador, sonho, teimo, avalio, mas pressinto, e estou de butuca, sondando o devir, mas torcendo a favor, claro. Quando dá lucro é privado, quando dá errado é público? Tô fora. Vade retro. Como disse o Lula Light quase dez vinte atrás, prefiro um capitalismo onde aquele quem fabrica o carro também possa comprar um. Já pensou? Você pode sonhar comigo.

O mundo espera e confia. Que Barack Obama, estrela democrata seja o que se espera dele, e faça o mundo sonhar com uma paz cantada por John Lennon, e almejada por todos os povos. Que ele seja o fermento da mudança desejada, o sal entre as sepulturas mal-caiadas dos podres poderes insanos no planeta globalizando a sua economia mundializada só para alguns new-richs. Um índio, um religioso, uma mulher, um metalúrgico e agora um negro. Barack Obama será o inicio de um novo ciclo.

Conseguirá ele tirar o decrépito EUA das cinzas da história, das sombras de corrupções e roubos bancários legadas pelo Clã Bush et caterva? Sim, porque recebe a herança maldita do clã Bush, o pior presidente que o país teve, ou também pagará o amargo preço que a história racista dos EUA impõe ao país, entre imigrantes segregados, pobres abandonados à própria sorte, feudos de miséria e exclusão social, modelito canhestro copiado pela américa pobre de tantos ameríndios e afrodescendentes entregue à própria sorte? A sorte está lançada.

No Cassino do Humanus Mundi somos todos da espécie humana.

Que na terra dos homens livres, um negro digno brilhe como o Metalúrgico Lula no Brasil de tantas esperanças revisitadas.
Afinal, a esperança é a inteligência da vida.

-0-
Fonte:Silas Correa Leite – Poeta, Professor, Conselheiro em Direitos Humanos (SP)

E-mail: poesilas@terra.com.br site: www.itarare.com.br/silas.htm

Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos.

Texto da Série: “Toda História é Remorso” Artigos, Ensaios, Bravatas, Panurgismos e Esperança de Humanismo de Resultados.

sábado, 12 de maio de 2012

PARA VOCÊ MAMÃE!



Você que me deu o bem mais precioso. “A vida”
Me esperou com tanto carinho.
Me ensinou os primeiros passos.
As primeiras palavras.
As lembranças mais antigas que tenho em você,
È a sua mão segurando a minha para me dar proteção.
Sua voz doce, cantando cantigas de ninar, me fazendo dormir e sonhar.
Um sonho sereno, tranqüilo, sabendo que você estaria ali a me proteger.

Você que lutou, sorriu, chorou.
Mas não deixou a amargura tomar conta de seu coração.
Você que me ensinou a ser mulher, mas continuar com meus sonhos de criança.
A ser forte, sem ser amarga.
Abrir meus caminhos, tomando sempre cuidado com as plantinhas ao redor.
Com você aprendi a ser “gente”
Que respeita “gente”.
Aprendi a ter fé, aprendi a aceitar os defeitos das pessoas.
Aprendi que o amor tem que ser incondicional.
Minhas melhores lembranças, são as que você cria todos os dias...
No amor que sinto em tudo o que você faz.
No brilho do seu olhar.
Mãe, que Deus a proteja sempre, te ilumine, te de forças para continuar sua batalha.
E que eu possa sempre sentir e ter esse amor maior em todos os momentos de minha vida.
Emerson Waner

PREMIAÇÃO ESTANDARTE 2012



GOSTARIA DE AGRADECER A TODOS QUE CONTRIBUIRAM COM O TRABALHO NO CARNAVAL 2012 E EM ESPECIAL AO MEU PRESIDENTE CY E A OS MEUS DESTAQUES POR ACREDITAREM NA PROPOSTA DE TRABALHO. ESTOU MUITO FELIZ QUE COM O TEMA Sem natureza, sem folha, não há Orixá,
"Edá kosi éwè, òrisá kosi"
DE MINHA AUTORIA E DANIELA SILVA COM O APOIO DO MEU IRMÃO DILMAIR PREMIOU EU E DANIELA SILVA COM O ESTANDARTE DE OURO EM TEMA ENREDO E ESTOU POR DEMAIS CONTENTE POR TER SIDO AGRACIADO COM O ESTANDARTE DE MELHOR DIRETOR DE CARNAVAL DO ACESSO NO ANO DE 2012, QUERO AQUI SALIENTAR QUE O SEGUNDO ESTANDARTE NADA MAIS É QUE UM TRABALHO EM EQUIPE COM ESTA MINHA EQUIPE MARAVILHOSA DE DESTAQUES QUE ME ACOMPANHAM A 03 ANOS SEGUIDOS.
QUERIA PARABENIZAR OS NOMES PELO PRÊMIO MERECIDO QUE RECEBERAM.
Leaandrinho LV: Melhor Harmonia
Leaandrinho LV: Melhor Intérprete
Mãe Nilza de Iemanja: Melhor Ala de Baianas.
Perez: Melhor Alegoria
Lucas e Cia (Comissão Pecado): Melhor Comissão de frente
Adairton Guedes (DADA): Melhor Samba Enredo
Debora Goncalves: Melhor Ala de Passo Marcado.
Emerson Waner: Melhor Diretor de Carnaval
Emerson Waner e Daniela Silva: Melhor Tema Enredo

E os que não receberam estavam ali brigando no detalhe pelo premio e contribuiram muito para este sucesso pois como sempre digo, nós somos uma equipe E ESTAMOS TODOS DE PARABEMS.

Emerson Waner (DIRETOR DE CARNAVAL ¨feliz da vida¨
RUMO A 2013 COM: “EPAO BABA” ACADÊMICOS REVERENCIA UM HOMEN DE LUZ UM HOMEN DE AXÉ SALVE PAI CLEON DE OXALÁ”

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz Ano de 2012

O nosso caminho é feito Pelos nossos próprios passos... Mas a beleza da caminhada... Depende dos que vão conosco! Assim, neste NOVO ANO que se inicia Possamos caminhar mais e mais juntos... Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR. O ano se finda e tão logo o outro se inicia... E neste ciclo do "ir" e "vir" O tempo passa... e como passa! Os anos se esvaem... E nem sempre estamos atentos ao que Realmente importa. Deixe a vida fluir E perceba entre tantas exigências do cotidiano... O que é indispensável para você! Ponha de lado o passado e até mesmo o presente! E crie uma nova vida... um novo dia... Um novo ano que ora se inicia! Crie um novo quadro para você! Crie, parte por parte... em sua mente... Até que tenha um quadro perfeito para o futuro... Que está logo além do presente. E assim dê início a uma nova jornada! Que o levará a uma nova vida, a um novo lar... E aos novos progressos na vida! Você logo verá esta realidade, e assim encontrará A maior Felicidade...e Recompensa... Que o ANO NOVO renova nossas esperanças, E que a estrela crística resplandeça em nossas vidas} E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias! E que o resplendor dessa chama Seja como a tocha Que ilumina nossos caminhos Para a construção de um futuro, repleto de alegrias! E assim tenhamos um mundo melhor! À todos vocês companheiros(as) que temos o mesmo ideal, Amigos(as) que já fazem parte da minha vida, Desejo que as experiências próximas de um ANO NOVO Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas. Muita Paz em seu contínuo despertar! 
Que  Oxala esteja convosco!!

Emerson Waner

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

Ah, se os homens compreendessem,
o sentido real do Natal,
se todos se amassem com igualdade,
tivessem o amor, a caridade,
o mundo não seria tão desigual.

Natal, é quando você ora,
quando dobra os joelhos e chora,
as lágrimas do seu irmão,
que passa por você e mendiga,
um teto, um pedaço de pão.

Natal, é nascer todo dia,
é doar-se em gestos de amor,
é ser o sol que aquece,
ao irmão que adormece,
sem teto e sem cobertor.

Natal, é ser o acalento,
da criancinha faminta,
que lhe estende a mão,
com os olhos marejados,
ela suplica calada,
um pouco do seu amor.

O Natal, é todo dia,
quando se dá alegria,
quando você é uma luz,
iluminando os caminhos,
de todos os seus irmãos.

Natal, é viver plenamente,
em comunhão com Jesus,
Natal, é ajudar seu irmão,
à carregar sua cruz,
esse é o Natal verdadeiro,
é esse, o Natal de Jesus.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Memorial em homenagem a Martin Luther King Jr. emociona comunidade negra nos EUA.

Uma rocha de esperança – Memorial 

Martin Luther King Jr.

Washington D.C –  O som não chega ao fundo do imenso parque nos arredores de onde está sendo inaugurada a estátua do primeiro negro no mais importante memorial dos Estados Unidos, o National Mall. A multidão, revoltada, reclama em coro “Não dá para ouvir nada!”, os técnicos de som tentam ajustar o problema. “Isso é boicote do Tea Party”, grita alto uma senhora negra. O comentário provoca risos. A piada é perfeita para a situação, afinal o Tea Party é um movimento de extrema direita que vem ganhando força política nos últimos anos, tornando-se um dos mais radicais opositores do presidente Obama.
O dia é histórico. Depois de mais de 40 anos do assassinato do maior líder da história recente dos EUA, finalmente Martin Luther King Jr. teve seu legado reconhecido. Hoje, 16 de outubro de 2011, ele é legitimado no panteão dos heróis da nação estadunidense.
O monumento de 9 metros é composto da imagem do pastor em relevo, dentro de uma rocha, em referência a um dos seus famosos discursos, no qual usou uma metáfora para explicar a luta pelos direitos civis “fora da montanha do desespero, uma rocha de esperança”.
 O local escolhido é bastante especial. Somente os chamados “pais da nação” têm sua imagem naquele espaço. George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Franklyn Roosevelt – todos ex-presidentes-, agora dividem sua glória com aquele que mudou a história do país, que até a década de 60 ainda tinha banheiros separados para negros e brancos.
No palco, autoridades e ativistas dividem o espaço para fazerem sua saudação para as mais de 50 mil pessoas que estiveram presentes na manhã de outono em Washington D.C. A multidão é majoritariamente negra. São jovens, adultos e idosos. Alguns até mesmo conheceram o Dr. King, ou assistiram pela TV a notícia do assassinato do pastor que à época tinha apenas 39 anos. Muitos inclusive participaram da rebelião que ocorreu em várias partes do país após a informação que o líder do movimento fora assassinado por motivo político.
Na mesma Washington onde a estátua de King está sendo inaugurada, vários bairros ficaram completamente destruídos pela revolta popular e só foram reformados recentemente,-no final dos anos 90 -  para a chegada da classe média branca (e expulsão dos negros, latinos e pobres) no processo conhecido em inglês como “gentrification”.
Vermelho, verde e preto são as cores das bandeiras que estão sendo vendidas na multidão por 3 dólares. A bandeira é o símbolo da “Black America”, diz o vendedor.  A senhora de cabelo grisalho também está emocionada com o dia histórico e compra o broche com a inscrição “Memorial Martin Luther King: eu fui!”. Perto dali dezenas de turistas, em sua maioria asiáticos, buscam o melhor ângulo para tirar foto da Casa Branca, parecem não entender bem o que está acontecendo na chocolate city - Washington D.C tem uma das maiores concentrações de negros dos EUA.
Apesar de histórico, o evento foi controverso e tinha sido adiado por conta de um inesperado furacão que atingiu a costa leste dos EUA há aproximadamente dois meses.  A poetiza Maya Angelou reclamou da frase, artistas questionaram o fato do escultor não ser afro-americano – o artista Lei Yixin, autor da obra, é chinês.
De fato, o dia 28 de agosto era a data exata onde a poucos metros de onde está o monumento, há 43 anos, Martin Luther King Jr fez seu mais famoso discurso, que apesar de ser chamado “Eu tenho um sonho”, na verdade, não tinha um título definido. Segundo a versão dos que estavam presentes no dia, a parte do sonho foi um improviso que havia ocorrido depois de uma pessoa do palco, amiga de King, instigar o carismático orador a falar se seus sonhos.
Milhares de pessoas estão sentadas em cadeiras de aço providenciadas pela produção do evento, algumas pessoas, entretanto, não quiseram arriscar e trouxeram as suas de metrô.  A distância  estre a estação e o monumento é longa, mas parece valer a pena. Essas pessoas já doaram alguns dólares para construção do projeto, que custou US$ 120 milhões, ver a obra final e o discurso do presidente é o que motiva a caminhada. 
A maioria está com um boné branco que ganharam na entrada do evento. Na parte frontal lê-se: Martin Luther King Jra vida, o sonho e o legado. Já na parte de trás a marca do patrocinador, Tommy Hilfiger, a famosa grife de luxo que tenta reverter um suposto spam que circula há anos na internet no qual o dono da empresa teria dito que não criou a marca para negros usarem. O estilista já foi ao programa de Oprah Winfrey desmentir o boato, que ainda circula em caixas de e-mail de todo mundo, mas a imagem ficou. A repercussão negativa do caso provavelmente fez com que a empresa decidisse apoiar o histórico evento.
 
Discursos
O clima de calmaria muda complemente quando o microfone é passado para um dos maiores ativistas negros contemporâneos, o reverendo e comunicador Al Sharpton. “Nós não estamos aqui por causa do Obama, estamos aqui por causa de nossas mamas”, grita ironicamente o ex-candidato a prefeito de Nova Iorque, referindo-se a necessidade de dar continuidade ao legado de King, Rosa Parks e de outros heróis da luta pelos direitos civis nos EUA.  
Outro que faz discurso inflamado é o pastor Andrew Young que acaba de lançar um canal de TV em sinal aberto. “We left the outhouse to come to the White House”, a forte frase que perde a rima em português, faz alusão ao fato de que antigamente as casas possuíam um anexo que era usado apenas para serviçais, com banheiro separado para negros, porém hoje um negro ocupa a Casa Branca.
Sharpton e Young são parte do grupo de líderes negros que continuam apoiando o primeiro presidente afro-americano da história, assim com a maioria dos presentes. Porém, não tem sido assim com todos que declararam suporte a Obama em 2008.
 
Influentes líderes como o filósofo e professor da famosa Princeton University, Cornel West e o comunicador Tavis Smiley estão cobrando publicamente mudanças no país que vê sua economia sendo deteriorada, a classe média empobrecendo e uma comunidade negra com nível de desemprego de 17.2%, chegando até mesmo a 20% em alguns estados.
Críticos dizem, entretanto, que a verdadeira razão para o rompimento público desses líderes teria sido o distanciamento que o outrora amigo pessoal tomou após assumir o posto de presidente. “Eu acho que ele tem mantido distância de mim. Não há dúvidas que ele não quer ser identificado com um negro esquerdista. Eu estou falando de uma ligação, cara. Isso é tudo…uma ligação particular” disse o escritor Cornel West ao New York Times em julho desse ano. Seja como for, o descontentamento com a crise econômica e o desemprego é percebido em todas as partes do país. Na tarde desse domingo Cornel West foi preso depois de se recusar a sair das escadas da Suprema Corte em Washington durante o protesto “Ocupe D.C”. Apesar de ter sido preso pela polícia local, o fato deve esquentar mais ainda o debate Cornel X Obama.
Emoção
O projetor começa a exibir uma imagem que causa frisson no público presente. O casal Obama aparece com suas filhas. Berenice King e Martin Luther King III, filhos do líder negro, seguem ao lado do presidente. Um coral gospel canta “glória, glória, aleluia” ao estilo das igrejas negras do Harlem.  Na platéia uma senhora grita “amém”. Não é um culto evangélico, mas para os negros americanos política e fé parecem ser coisas indissociáveis. Foi assim com Marcus Garvey (Católico), Malcom X (mulçumano) e o próprio Martin Luther King (evangélico).
Obama inicia o discurso e é interrompido pela multidão que grita “mais quatro anos, mais quatro anos!”. Um manifestante surge na multidão descontrolado, gritando palavras desconexas contra o presidente e é “convidado a se retirar” pelo forte esquema de segurança.  A multidão aplaude a iniciativa.
 
Obama, que está em outro palco, por motivos de segurança, não vê a confusão e segue seu discurso evocando o legado de Dr. King. “É importante nesse dia lembrarmos que o progresso não chega facilmente (…) Nós nos esquecemos, mas, durante sua vida, Dr. King nem sempre foi considerado uma figura de unidade. Ele (King) foi atacado até mesmo pelo seu próprio povo, os que achavam que ele estava indo rápido demais ou os que achavam que ele estava muito devagar”.
Ainda lembrando-se da mensagem política de Luther King, Barack Obama surpreende ao dar apoio indireto ao movimento que vem questionando o poder das corporações. “Se estivesse vivo hoje, ele (Martin Luther King) iria nos lembrar que o trabalhador desempregado está certo em questionar os excessos de Wall Street, sem demonizar todos os que trabalham lá”. A frase é uma referência ao movimento “Ocupe Wall Street”, que começou com uma pequena manifestação de movimentos antiglobalização, anarquistas e hackers e hoje já ganhou apoio de figuras como os escritores Noam Chomsky, Naomi Klein, o cantor Kanye West e está espalhado por todo o país. A questão é se o movimento vai ter fôlego e organização para se tornar um espécie de Tea Party de esquerda, capaz de influênciar as próximas eleições.
Stevie Wonder encerra a cerimônia. Antes dele, o público já havia assistido a performance de Aretha Franklin, que também cantou na posse de Obama, em janeiro 2009, quando o país ainda estava repleto de esperança. 
 Poder econômico
Na platéia, um senhor negro de 84 anos contempla a música. Sentado, com as pernas cruzadas, ele está vestido de maneira muito especial. Chapéu panamá, lenço vermelho no paletó e suspensório. Ele veio do Alabama, sul do país, chegou sozinho, só para prestigiar o evento.  Entre seus amigos está o homenageado do dia de quem foi companheiro na Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em 1963.
“Conheci todos eles: King, Rosa Parks e outros que você nem vai saber quem é”, diz o pastor Al Dixon. Mas, é ao falar da questão econômica que o senhor Dixon mostra sua paixão e revela: “Dr. King tinha muita preocupação com o desenvolvimento econômico da comunidade negra. “A luta de King era por ‘silver’ rights, não somente por ‘civil’ rights”. Fazendo uma referência a necessidade da comunidade negra ter acesso ao capital financeiro.
Al Dixon possui um abrigo para centenas de pessoas e é proprietário de jornal na cidade de Tuskegee.  Para ele, o problema com o desemprego na comunidade negra tem um motivo, a falta de empreendedorismo da juventude negra. Depois da integração na sociedade branca, os afro-americanos teriam perdido seus negócios com a ilusão de que poderiam trabalhar para as grandes corporações. “Hoje o jovem entra na universidade, pega o diploma e quer ser empregado nas empresas dos brancos, nas grandes corporações. Eles deveriam buscar ser proprietários de negócios. Antes pelo menos tínhamos hotéis, jornais, clubes, agora não temos nada”.
 Eleições
O plano de Obama para esse ano é aprovar na Câmara e Senado uma pacote que irá investir US$ 447 bilhões para criação de postos de trabalho. Caso consiga aprovar o plano e gerar empregos até as próximas eleições marcadas para novembro de 2012, o primeiro presidente negro dos EUA conseguirá se re-eleger, dizem os analistas. A tarefa não é simples, ele tem altos índices de reprovação. A chamada “América Negra” de Dr. King encontra-se em sua pior fase. Há mais jovens negros na prisão do que nas universidades e 49% das crianças negras nascem em lares em situação de vulnerabilidade e pobreza. A esperança foi substituída pelo ceticismo. 
Obama, na avaliação de ativistas, não teria cumprido promessas importantes de campanha, apesar de ter avançado em questões como a representatividade no governo, direitos da comunidade LGBT, o aumento dos impostos das maiores fortunas e a reforma no sistema de saúde.  Já oposição republicana comemora o desgaste de Obama. As bases para a sua volta triunfante para a Casa Branca estão preparadas. Se depender dos republicanos, e do Tea Party, o sonho de King ficará adiado por mais algum tempo, mesmo com monumento no National Mall e status de herói nacional. 
Veja galeria de fotos do evento - http://flic.kr/ps/23KTdb
FONTE: Paulo Rogério Nunes, de Washington D.C, especial para o Correio Nagô.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DIA DOS ORIXÁS NA UMBANDA

Dia dos Orixás na Umbanda

20/01
-
Oxósse
31/03
-
Umbanda
23/04
-
Ogum
13/05
-
Pretos Velhos
24/05

Santa Sara Kali
13/06
-
Xangô
26/07
-
Nanâ
16/08
-
Omulu
27/09
-
Cosme e Damião.
12/10

Oxum
02/11
-
Abaluaê
15/11
-
Fund. Umbanda
04/12
-
Iansã
08/12
-
Iemanjá
25/12
-
Oxalá

Dias da Semana e Saudações aos Orixás UMBANDA
Dias e Saudações aos Orixás...
DIAS DOS ORIXÁS
SEGUNDA - FEIRA * Exu, Pomba Gira, Obaliuaie, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e almas aflitas
TERÇA - FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos
QUARTA - FEIRA * Xangô e Iansâ
QUINTA - FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas
SEXTA - FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista
SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros
DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas

SAUDAÇÕES
Saravá Oxalá * Oxalá Meu Pai – Epa Epa meu pai
Saravá Ogum * Ogum Iê Meu Pai
Saravá Xangô * Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie * Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi * Okê Caboclo
Saravá Iemanjá * Odoe
Saravá Oxum * Aiêê Mamãe Oxum
Saravá Iansã * Uepa hey Iansã
Saravá Nanã Buruke Saluba Nanã
Saravá Cabloco * Okê Cabloco
Saravá aos Petros.Velhos * Adorei as Almas
Saravá as Crianças * Beijada
Saravá Exu * Laroiê E
Saravá Pomba Gira * Laruiê Pomba Gira



19 DE SETEMBRO ¨SALVE PAI XANGÔ¨¨

Xangô 

Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô.
No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro - a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe.
Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
 Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O QUE É CULTURA

A CULTURA é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social.   Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio.
CULTURA - É o conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo. É o meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência transformando a realidade.
Cultura é um processo em permanente evolução, diverso e rico. É o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, uma comunidade; fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento de valores espirituais e materiais.  É o conjunto de fenômenos materiais e ideológicos que caracterizam um grupo étnico ou uma nação ( língua, costumes, rituais, culinária, vestuário, religião, etc ), estando em permanente processo de mudança.
A Filosofia espera contribuir para uma reflexão mais profunda sobre as questões relativas ao tema e à partir desta, contribuir para a superação de valores de herança colonial que entravam o desenvolvimento da sociedade.
AFRICANIDADES é um tema que está em pauta para reflexão, em todas as esferas da sociedade: educação, política, religião, economia ( nas leis sancionadas no governo Lula, conquista dos movimentos negros nas políticas de Ação Afirmativa, no processo de mudança social onde cada vez mais se torna visível a questão da discriminação em contradição com a visibilidade das potencialidades étnico-raciais e sociais em todos os níveis ( idade, cor, religião, gênero, manifestação cultural, classe social, etc ).
Cada vez mais se exige o conhecimento da cultura africana sem o véu do folclore que minimiza sua  importância junto ás matrizes indígenas e principalmente européia.
O Brasil é considerado o mais africano entre os países americanos, pois foi o principal receptor de escravos originários de África e, atualmente, 45 por cento dos seus 180 milhões de habitantes são negros ou mulatos.  
"O Brasil não só é um país da diáspora africana, mas também um país africano, a segunda maior nação negra do mundo"
Se entendermos que cada grupo étnico possui sua forma de se expressar no mundo, ampliamos nossa compreensão de que há uma diversidade cultural que deve ser respeitada, senão compreendida.  E o respeito compreende a liberdade de expressão.
A história ocidental nos deixou de herança o olhar etnocêntrico. Este olhar foi um dos fatores desencadeadores do fenômeno social da atitude preconceituosa e da discriminação.
No séc. XXI, uma parcela da população em um processo que é natural de mudança de mentalidade, se debruça sobre estes aspectos herdados com o objetivo de superá-los.  Nesta parcela estão artistas, livres pensadores, educadores, governo e grupos sociais, editores de jornais, livros e revistas, etc.  Em todos os setores e através de todos os meios de comunicação, o tema diversidade cultural está sendo tratado de forma profunda, pois entendem que só assim, se poderá avançar.
“Em geral, o senso comum emprega as expressões ‘ter cultura’ e ‘não ter cultura’ como sinônimos de culto e inculto, o que gera uma série de distorções e preconceitos”.
No sentido Antropológico, não falamos em Cultura, no singular, mas em culturas, no plural, pois a lei, os valores, as crenças, as práticas e instituições variam de formação social para formação social. Além disso, uma mesma sociedade, por ser temporal e histórica, passa por transformações culturais amplas e, sob esse aspecto, Antropologia e História se completam, ainda que os ritmos temporais das várias sociedades não sejam os mesmos, algumas mudando mais lentamente e outras mais rapidamente.
Se reunirmos o sentido amplo e o sentido restrito, compreenderemos que a Cultura é a maneira pela qual os humanos se humanizam por meio de práticas que criam a existência social, econômica, política, religiosa, intelectual e artística.
A religião, a culinária, o vestuário, o mobiliário, as formas de habitação, os hábitos à mesa, as cerimônias, o modo de relacionar-se com os mais velhos e os mais jovens, com os animais e com a terra, os utensílios, as técnicas, as instituições sociais (como a família) e políticas (como o Estado), os costumes diante da morte, a guerra, o trabalho, as ciências, a Filosofia, as artes, os jogos, as festas, os tribunais, as relações amorosas, as diferenças sexuais e étnicas, tudo isso constitui a Cultura como invenção da relação com o Outro.
O Outro, antes de tudo, é a Natureza. A naturalidade é o Outro da humanidade. A seguir, os deuses, maiores do que os humanos, superiores e poderosos. Depois, os outros humanos, os diferentes de nós mesmos: os estrangeiros, os antepassados e os descendentes, os inimigos e os amigos, os homens para as mulheres, as mulheres para os homens, os mais velhos para os jovens, os mais jovens para os velhos, etc.
Em sociedades como a nossa, divididas em classes sociais, o Outro é também a outra classe social, diferente da nossa, de modo que a divisão social coloca o Outro no interior da mesma sociedade e define relações de conflito, exploração, opressão, luta. Entre os inúmeros resultados da existência da alteridade (o ser, um Outro) no interior da mesma sociedade, encontramos a divisão entre cultura de elite e cultura popular, cultura erudita e cultura de massa.
DEFINIÇÕES A PARTIR DO ENTENDIMENTO DO QUE É CULTURA
DISCRIMINAÇÃO - Discriminar significa "fazer uma distinção". O significado mais comum, tem a ver com a discriminação sociológica: a discriminação social, racial, religiosa, sexual, étnica ou especista.
DIVERSIDADE - Movimento que vai na contra-corrente da monocultura ou cultura única.
A diversidade é percebida, com freqüência, como uma disparidade, uma variação, uma pluralidade, quer dizer, o contrário da uniformidade e da homogeneidade. Em seu sentido primeiro e literal, a diversidade cultural referia-se apenas e simplesmente, em conseqüência, à multiplicidade de culturas ou de identidades culturais. Mas, nos dias de hoje, esta visão está ultrapassada pois, para inúmeros especialistas, a «diversidade» não se define tanto por oposição à «homogeneidade» quanto pela oposição à «disparidade». Ela é sinônimo de diálogo e de valores compartilhados.’ Alain Kiyindou 
“A sociedade brasileira reflete, por sua própria formação histórica, o pluralismo. Somos nacionalmente, hoje, uma síntese intercultural, não apenas um mosaico de culturas. Nossa singularidade consiste em aceitar – um pouco mais do que outros - a diversidade e transformá-la em algo mais universal. Este é o verdadeiro perfil brasileiro… Sabemos, portanto, por experiência própria, que o diálogo entre culturas supera – no final – o relativismo cultural crasso e enriquece valores universais”.
ETNOCENTRISMO é uma atitude na qual a visão ou avaliação de um grupo sempre estaria sendo baseado nos valores adotados pelo seu grupo, como referência, como padrão de valor. Trata-se de uma atitude discriminatória e preconceituosa. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico sendo considerado como superior a outro.
Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor ou maior desenvolvimento tecnológico se comparado um ao outro, possivelmente, é mais adaptavel a determinados ambientes, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui.
FOLCLORE - Gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes, lendas, tradições e festas populares transmitidos por imitação e via oral de geração em geração. "Folclore é tradição! Passado e presente! É cultura embasada nos usos e costumes de uma Nação!Todos os povos possuem suas tradições,crendios e supertições,que transmitem atrvés de lendas ,contos, proverbios e canções ".
PRECONCEITO - É uma atitute discriminatória que baseia conhecimentos surgidos em determinado momento como se revelassem verdades sobre pessoas ou lugares determinados. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são o social, racial e sexual.
RELATIVISMO CULTURAL -  é uma ideologia politico-social que defende a validade e a riqueza de qualquer sistema cultural e nega qualquer valorização moral e ética dos mesmo.
O relativismo cultural defende que o bem e o mal são relativos a cada cultura. O "bem" coincide com o que é "socialmente aprovado" numa dada cultura. Os princípios morais descrevem convenções sociais e devem ser baseados nas normas da nossa sociedade. Harry Gensler

Ex: Na cultura européia-ocidental, o ato de comer é feito com garfo, faca e colher.  Excetuando-se os cerimoniais, não há ordem estabelecida para sentar na mesa. Na China o costume é comer sentado.  No interior do nordeste é costume comer utilizando-se os dedos.  Junta-se um punhado de comida, em geral com farinha e com os dedos leva-a à boca.  Hábitos diferentes que naturais em seus contextos, podem ser mal interpretados fora deles.  Assim, comer com a mão pode ser uma falta de educação, comer com colher pode ser coisa de pobre ou comer com garfo e faca ou palitos pode parecer estranho a quem não tem este hábito.

Pensar Sociológico

A Teoria Marxista do Estado e das Classes Sociais

Ao se pensar uma teoria do Estado, nos remetemos a Karl Marx, que desenvolveu a mais interessante e provocativa teoria econômica do Estado, isto visto que na época em foi desenvolvida, nenhum economista havia começado a considerar a questão.

Para Marx o Estado é o instrumento na qual uma classe domina e explora outra classe. O Estado seria necessário a proteger a propriedade e adotaria qualquer política de interesse da burguesia, seria o comitê  executivo da burguesia.

No manifesto comunista, Marx e engels, explicitam que o poder político, adequadamente assim denominado, é meramente o poder organizado de uma classe para oprimir a outra.

Assim veremos que a teoria de Estado elaborada por Marx, é derivada do que Marx teorizava como classes sociais, onde para este autor, a luta entre as mais variadas classes é o configura a história de toda sociedade, uma história construída por grupos de interesse organizados, as classes sociais. Classes que são egoístas, não lhe importam os interesses nacionais, seus interesses estão acima do nacional, muito menos as classes opositoras.

Para Marx as classes não seriam somente um grupo de que compartilha de um certo status social, mas é definida em relações de propriedade. Para ele havia aqueles que possuíam o capital produtivo, com o qual expropriavam a mais-valia, constituindo assim a classe exploradora, de outro lado estava os assalariados, os quais não possuíam a propriedade, constituindo assim o proletariado.

Desta maneira vemos que Marx definiu a classe, ao invés de relacionada com a posição social ou do prestigio de seus membros, relacionou esta com a propriedade produtiva, ou seja detentores de capital ou não. Isto porque se fossem relacionadas como a posição social, as classes de renda distintas não comungariam dos mesmos interesses.

Numa sociedade capitalista os membros desta, ou as classes sociais,  perdem ou ganham, a partir do momento em que os preços e salários se alteram, assim seus interesses estariam ligados a estas perdas e ganhos, reunindo desta forma neste interesses de uma classe. Interesses estes que seriam econômicos, e que para sua superação em relação a outra classe são usados todos os métodos, inclusive a violência, que poderia ser usada na revolta dos explorados contra os exploradores que controlam a expropriação da mais-valia.

Marx desprezava qualquer grupo que considerava a natureza do homem como sendo benevolente, pois se a classe é egoísta o individuo também é, que era atribuído segundo Marx, a ideologia burguesa e ao sistema capitalista, pois

A burguesia ... não deixou que restasse nenhum outro nexo entre homem e homem além de um cru interesse individual, de um invisível pagamento à vista. Pág 119

as ideologias mascaravam todo o processo de exploração, onde por exemplo se levava a evangelização, que por sua vez transformaria o bárbaro em trabalhador disciplinado, e submisso àqueles que Deus aprovou em colocar acima dos explorados.

Em síntese, Marx via os indivíduos agindo para satisfazer seus interesses, pois estes teriam interesses próprios egoístas, mas muitos críticos acreditam que muitas pessoas não se interessam com classe, e nem sabem quais são os interesses de sua classe.

Para um membro da burguesia, op importante era concentrar-se em interesses pessoais, pois um único burguês não poderia escolher o governo, por isso devia-se ignorar este processo, e se beneficiar do governo que agiria de acordo com o interesse de sua classe, mas onde não cabia ao próprio burguês lutar para a constituição deste governo. Da mesma forma um proletário, que por sua fez se achasse beneficiado pelo governo, não se revoltaria contra o burguês.

Isto porque se beneficiaria, tanto se participasse de revoltas, como se beneficiaria se não participasse. Assim a ação de classe, nos padrões marxista, seria o compromisso de qualquer grande grupo latente que busca atingir seus objetivos coletivos. A classe nesses padrões seriam um grande grupo de indivíduos que decorreriam da posse ou não da propriedade produtiva ou capital. Onde cada individua acha benefícios próprios, portanto um tipo de legislação de classe, não oferece incentivos para que os indivíduos ajam com consciência de classe, pois, esta favoreceria mais a classe como um todo, do que indivíduos dentro desta classe.

Nestas análises vemos que Marx oferece, uma teoria baseada no comportamento individual racional e utilitário. Para o autor, Marx é incoerente em sua teoria, pois é difícil segundo o autor, acreditar que um comportamento irracional poderia promover a força para todas as mudanças sociais, que se simpatiza com visão de Joseph Schumpeter, de que a teoria marxista das classes sociais seria uma irmã aleijada de sua mais abrangente Interpretação Econômica da História. Pág 124, porque segundo o autor, Marx não tinha uma ação de classe irracional e não-econômica em sua mente.

Leia mais em: http://www.webartigos.com/articles/1190/1/A-Teoria-Marxista-E-As-Classes-Sociais/pagina1.html#ixzz1V9ERQqxn

sábado, 6 de agosto de 2011

Planos de saúde terão que cobrir mais 60 procedimentos médicos


 Novas regras terão de ser aplicadas em caráter obrigatório a partir do primeiro dia de 2012

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou dia 2 no Diário Oficial da União (DOU) uma normativa que altera as obrigações dos planos de saúde para com os seus consumidores. Serão mais de 60 novos itens que deverão ser observados pelas companhias a partir de 2012 e a maioria são de novos procedimentos, havendo alguns que tiveram suas regras alteradas.
As novidades e aqueles que sofreram alterações estão disponíveis para consulta pública no site da ANS (www.ans.gov.br), na seção Sala de Notícias. A entidade explica que se baseou e, consultas públicas, realizadas entre abril e maio desse ano, para definir as alterações que foram feitas nas regras para os planos de saúde.
A lista dos novos diretos vale apenas para os assegurados que firmaram contrato com as seguradoras depois de 1999, que passam agora a contar com cobertura para exames do coração com tecnologia 3D, remoção parcial ou total do baço, cirurgia de redução de estômago através de mini-incisões (laparoscopia) para tratar casos de obesidade mórbida, entre outros.
Por determinação da Justiça, os planos firmados entre contratante e contratado anteriores ao ano de 1999 não possuem direito as modificações realizadas, haja vista que nessa época foi reformulada a Lei 9656, que editou as obrigações dos planos de saúde para com os consumidores. No caso dos planos anteriores a essa data, vale aquilo que está determinado no contrato de serviço. 


Fonte Correio Popular.

Socializador da informação:
Emerson Waner

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novas regras para planos de saúde entram em vigor nesta quinta-feira (28/07/2011)


Novas regras para planos de saúde entram em vigor nesta quinta-feira (28)
Para mudar de operadora, sem carências, além de ter o plano há, pelo menos, dois anos, o cliente deve estar em dia com mensalidades; fazer o pedido no mês do aniversário do contrato ou nos três meses seguintes; e só mudar para um plano que seja equivalente ao dele.
Entraram em vigor, nesta quinta-feira (28), as novas regras para quem tem plano de saúde ligado a sindicatos ou associações. Mais cinco milhões de brasileiros podem agora trocar de plano de saúde sem cumprir carência.

Desde 2009, quem tem plano de saúde individual ou familiar pode trocar de operadora. Tem que esperar dois anos, e não precisa cumprir de novo as carências: seis meses para ter direito a quimioterapia, dez meses para parto. Agora, esse benefício vale, também, para quem tem contrato coletivo por adesão, que é o plano de saúde intermediado por alguma associação, entidade de classe ou sindicato.

Bruno Cesar França tem um plano pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). E reclama. “A maior dificuldade hoje que eu vejo é a burocracia em cima de reembolsos, a liberação de exames, e também o alto preço que é cobrado”, diz o engenheiro florestal. Agora ele vai pesquisar se é vantagem mudar para outra operadora, mas existem regras para isso.

Para mudar de operadora, sem novas carências, além de ter o plano há, pelo menos, dois anos, o cliente deve estar em dia com as mensalidades. Tem que fazer o pedido no mês do aniversário do contrato ou nos três meses seguintes. E só pode mudar para um plano equivalente, ou seja, com o mesmo tipo de cobertura e na mesma faixa de preço.

“Se for um plano superior, ele vai ter que cumprir novos períodos de carência. Ele vai pagar mais caro e vai ter que cumprir novos períodos de carência”, relata a advogada Renata Vilhena Silva.

Se a operadora de saúde quebrar e não conseguir transferir os clientes para outra empresa, a nova resolução dá aos consumidores 60 dias para trocar de operadora, sem carência. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) considera as mudanças um avanço, mas que atingem só uma minoria.

"Ainda ficam de fora os contratos coletivos e empresariais, que são firmados por uma empresa em benefício de seus funcionários, e todos contratos antigos também ficam de fora. Esses dois tipos de planos somados equivalem, aproximadamente, a 78% do mercado de plano de saúde", diz a advogada do Idec Juliana Ferreira.

Na página do Jornal Nacional, na internet, você encontra outras informações sobre as novas regras dos planos de saúde.
Fonte:
Agência de Noticias Floripa
Socializado:
Emerson Waner